Marcor

IMG-20220328-WA0011

Seja bem-vindo ao meu site

Aqui você terá a oportunidade de conhecer minha trajetória artística, ver meus trabalhos e até mesmo adquirir algumas obras. Para mim o seu olhar cria essa conexão essencial que complementa e transforma meu trabalho numa expressão artística.


Visite o site e entre em contato comigo, pois terei o maior prazer de responder aos seus comentários e dúvidas que porventura possam surgir. Muito obrigado pelo seu Olhar!

IMG-20220328-WA0011

Em Destaque!!

IMG-20220328-WA0011

Dá o Play!

A série “Dá o Play!” é um convite ao trânsito entre tempos, memórias e instantes capturados em pausas “pulsantes”. Clipes,
séries, filmes e fotos tem suas imagens reconstruídas numa composição retangular, horizontal e panorâmica que evoca as
telas digitais. Na linha do tempo, o passado, futuro e o presente são pausados. Partindo de fatos, imagens e gestos reais, são
criadas narrativas pictóricas que ampliam o olhar sobre temas como memória pessoal e coletiva, resistência, ancestralidade
e identidade social. Um olhar que pausa o tempo reverberando emoções e reflexões.


A série resgata frames (fotogramas) de narrativas audiovisuais, ressignificando-os por meio da pintura, num gesto que
amplia e expande suas histórias. E ao unir o gesto pictórico à força documental da imagem, o resultado é uma poética visual
que transita entre o real e o imaginário, entre a crônica e o sonho. A linha do tempo, posicionada na base, atua como um
marcador que, embora estático, sugere movimento e transitoriedade. O botão “play” presente na composição, é um
comando que nos coloca no controle, um instante congelado que pede ação, um frame entre o antes e o depois.
Esta série nos propõe um diálogo entre o cotidiano e o simbólico, entre o corpo e o território, entre o pessoal e o político. É um
resgate que registra a memória e um convite ao presente, onde cada obra é um frame de um filme que segue em loop na
linha do tempo da nossa percepção.

“Episódio 1: O Rio do Tempo”
Sinopse
Aqui, “Dá o play” nos leva a um fluxo onde o presente se mistura às águas da memória. A criança yanomami emerge com heranças ancestrais, enquanto a figura mais velha sopra histórias que atravessam tempo e espaço. A paleta azulada cria uma atmosfera de melancólica calmaria, como um sonho que escapa entre os dedos. Os traços ondulados ao redor das figuras são anéis de um rio, que perpetuamente carregam lembranças sagradas.
A linha do tempo na base avança lentamente, sugerindo a cada instante um afluente que se funde ao vasto rio do existir. “O Rio do Tempo” nos convida a mergulhar nas águas da memória, onde as lembranças fluem e se renovam.

Série: “Dá o Play”

Título: “Episódio 1: O Rio do Tempo

Ano: 2024

Técnica: Pintura Acrílica sobre tela

Dimensões: 50 x 70 cm

“Episódio 2: Rainha Samaúma”
Sinopse
Neste “episódio” a série resgata a força ancestral da floresta, envolvendo o espectador em um universo onírico. O olhar do jovem guerreiro atravessa o quadro em constante vigília, enquanto a figura feminina surge da terra como uma guardiã dos segredos do imenso verde. A composição convoca o silêncio e a escuta, fazendo ecoar histórias que escapam da tela, enquanto os tons esverdeados entrelaçam o passado e o presente numa pausa atenta.
A linha do tempo em vermelho pulsa na base como um batimento cardíaco. Em “Rainha Samaúma”, o play nos conecta aos guardiões da memória dos ciclos naturais, que resiste como uma árvore que guarda o equilíbrio do mundo em suas raízes.

Série: “Dá o Play”

Título: “Episódio 2: Rainha Samaúma

Ano: 2024

Técnica: Pintura Acrílica sobre tela

Dimensões: 50 x 70 cm

“Episódio 3: Love me Jeje”
Sinopse
“Jeje”, palavra de origem nigeriana, expressa um amor suave e sem pressa, captado em instantes de festa onde alegria e sedução se revelam nos gestos e expressões.
Inspirada em videoclipes da Nigéria, a obra utiliza cores saturadas que nos imergem na estética do afrobeat. Luzes e sombras se justapõem e ampliam a narrativa musical, destacando a interação das personagens com o som pulsante.
A linha do tempo no rodapé registra um fragmento de movimento, sugerindo o ritmo e os sonhos de uma balada Jeje que pulsa suave e lentamente.

Série: “Dá o Play”

Título: “Episódio 3: Love me Jeje!

Ano: 2024

Técnica: Pintura Acrílica sobre tela

Dimensões: 50 x 70 cm

“Episódio 4: A pele do Caju”
Sinopse
Neste instante suspenso, o tempo parece vibrar entre a languidez e o poder… O olhar adornado por joias raras que cintilam como guardiãs de segredos, convida o espectador para acompanhá- lo nessa viagem… Até onde conseguiremos enxergar as camadas dessa narrativa?
A composição flutua entre o devaneio e o ímpeto, como um frame arrancado de um sonho, onde a pele é território e a pose afirmação. O tecido leve que dança ao vento sugere memórias transitórias que nunca se completam.
Na base, a linha do tempo permanece imóvel, porém pulsante como um coração inquieto, reafirmando a essência da série de capturar o efêmero e dar o play no que nunca se repete.

Série: “Dá o Play”

Título: “Episódio 4:  A pele do Caju

Ano: 2024

Técnica: Pintura Acrílica sobre tela

Dimensões: 50 x 70 cm

“Episódio 5: O 5º Passageiro|”
Sinopse
Na série Dá o Play! cada obra é um frame de um enredo onde o espectador é convidado a completar. Quatro passageiros dividem um mesmo instante, imóveis e voltados para algo ou alguém, que não vemos ou que talvez nunca vejamos. O azul os envolve e o silêncio esconde mais do que revela… E o momento é uma interrogação congelada: quem é o quinto passageiro? Está dentro ou fora do ônibus? Dentro ou fora da obra?
No silêncio azul da viagem noturna, cada olhar carrega uma história não contada. Aqui, o tempo para, mas a história continua na mente de quem dá o play!

Série: “Dá o Play”

Título: “Episódio 5:  O Quinto 

Passageiro

Ano: 2025

Técnica: Pintura Acrílica sobre tela

Dimensões: 50 x 70 cm

“Episódio 6: “Sem mulheres não há clima”
Sinopse
Neste trabalho, a série “Dá o Play!” transforma acontecimentos reais em narrativas visuais, conectando arte, memória e resistência. Aqui elas marcham com os rostos pintados de terra e urgência. São as vozes que o vento não cala. Vozes das mulheres indígenas guardiãs da terra, da água e dos saberes ancestrais. Sob o sol de Brasília erguem o corpo e a palavra lembrando ao país que clima não é pauta distante: é ventre, é corpo, casa e vida! O título reafirma a centralidade dessas vozes na luta ambiental e social contemporânea: “Sem mulheres, não há floresta. Sem floresta, não há futuro”
Na base, até mesmo a linha do tempo se distorce diante da gravidade dos fatos. Dá o play e ouça o pulsar da terra no compasso de quem nunca deixou de lutar em defesa da vida, da terra e do nosso futuro.

Série: “Dá o Play!”

Título: “Episódio 6: Sem mulheres não

há clima”

Ano: 2025

Técnica: Pintura Acrílica sobre tela

Dimensões: 50 x 70 cm

Há anos trabalho com reutilização e
reciclagem de resíduos nos processos
de criação dos meus trabalhos, pois
sempre procurei expressar minhas
preocupações com o meio ambiente
e acausa, mais do que justa, dos
povos indígenas originários,
protetores naturais das florestas
amazônicas e da diversidade dos
seus ecossistemas tão essenciais
para nós e nosso planeta.

Em 2022 quando mergulhei no processo criativo para desenvolver a pintura do quadro
“A ordem & o progresso…” para a primeira edição do projeto da Expo Brasil Amazônia, nada foi por
acaso. Foi um trabalho, tanto na pesquisa como na estética, elaborado com muita intenção e
consistência.

Minha primeira motivação veio de uma profunda necessidade de expressar minha indignação
diante ao ataque sistemático que a Amazônia e as populações indígenas vem sofrendo com as
queimadas e os garimpos ilegais, incentivados pela inconsciência das instituições
governamentais e empresariais de sua importância para o Brasil e o nosso planeta.
Para contar esse lado cruel da nossa história, busquei uma linguagem narrativa, inspirado nas
xilogravuras dos cordéis de J. Borges, simulando com pincéis uma imagem impressa. Um registro
visual.

As referências mais marcantes foram as imagens do filme “A Última Floresta“(2021) do diretor Luiz
Bolognesi, roteirizado pelo xamã Davi Kopenawa Yanomani e a dor revelada pela imagem da
“Pieta” na”Guernica” de Picasso.
Foi um trabalho intenso e, com certeza inesquecível, onde mergulhei de corpo alma num rio de
tintas, pincéis e emoções.

Figuras Maduras e Marcantes

Em muitos quadros, por exemplo, procurei referências contemporâneas que me inspirassem nos arquétipos dos filhos e filhas dos Orixás. No candomblé, cada divindade possui lendas que justificam seu destino e principalmente o arquétipo de comportamento a ela associado. Em outros quadros, procurei referências de figuras maduras e marcantes, famosas ou não, nas potentes variações que desempenham ou desempenharam nas suas vidas. Dentro deste contexto, são personagens icônicas de filmes e séries, figuras históricas, folclóricas, atrizes e atores, cantoras e cantores que, apesar do etarismo e do racismo estrutural da nossa sociedade, rompem a bolha do ostracismo resgatando a memória, a beleza e o respeito ao apoderarem das suas bagagens e trajetórias, atuando na cena contemporânea recebendo reconhecimento e muitos aplausos!

Título: “Filha de Yemanjá” – Lia de Itamaracá
Ano: 2024
Série: Retratos, Recortes e Memórias…
Técnica: Pintura Acrílica sobre tela.
Dimensões: 23 x 43 cm (com moldura)

 

Título: “Bex” – Zezé Motta
Ano: 2024
Série: Retratos, Recortes e Memórias…
Técnica: Pintura Acrílica sobre tela.
Dimensões: 23 x 43 cm (com moldura)

 

Título: “Filha de Nanã”
Ano: 2024
Série: Retratos, Recortes e Memórias…
Técnica: Pintura Acrílica sobre tela.
Dimensões: 23 x 43 cm (com moldura)

 

Título: “Filha de Logunedé”, 2024  (Acervo pessoal)

Logunedé é um Orixá “metá-metá”(metade homem-metade mulher), que transita entre as variações femininas de sua mãe Oxum Ipondá e as masculinas do seu pai Oxóssi. Seis meses do ano sobre a terra, comendo caça, e os outros seis meses, sob as águas dos rios comendo peixes. Um dos seus símbolos, que mostra bem toda essa dualidade, é o cavalo marinho, metade cavalo (masculino) metade sereia (feminino). Na África é visto como um vaidoso guerreiro e caçador que traz, como seus símbolos, o arco-e-flecha e o espelho.

Seus filhos e filhas atraem a atenção pela elegância e altivez. São pessoas imprevisíveis. Às vezes falantes e sociais, como Oxum, às vezes solitárias e individualistas como Oxóssi. Empáticas, se destacam na psicologia humana e no cenário artístico do teatro, cinema, música e literatura. Vibram nas frequências dos tons entre as cores turquesa e amarelo. Seu axé atrai atenção, abundância e potencializa a criatividade.

Título: “Filha de Logunedé”
Ano: 2024
Série: Retratos, recortes e memórias…
Técnica: Pintura acrílica sobre tela
Dimensões 20 X 40 cm

(Acervo Pessoal 📌)

Título: “Filha de Obá”
Ano: 2024
Série: Retratos, recortes e memórias…
Técnica: Pintura acrílica sobre tela
Dimensões 20 X 40 cm

Título: “Filha de Ossain”
Ano: 2024
Série: Retratos, recortes e memórias…
Técnica: Pintura acrílica sobre tela
Dimensões 20 X 40 cm

Título: “Filha de Omolu”
Ano: 2024
Série: Retratos, recortes e memórias…
Técnica: Pintura acrílica sobre tela
Dimensões 20 X 40 cm

Pequenos quadros grandes…

Quando resolvi trabalhar com suportes pequenos (placas e telas), meu projeto era fazer quadros originais, mais acessíveis e versáteis para compor dentro de espaços personalizados, oferecendo a todas e todos o prazer de ter e investir num objeto de arte exclusivo. A primeira ideia de pintar pequenas silhuetas respeitando a escala dos pequenos suportes não me ganhou… não conectava com meus trabalhos maiores e me desagradava a visão de uma pintura numa escala tão pequena.

Título: “Lia Ciranda”
Ano: 2023
Série: Retratos, recortes e memórias…
Técnica: Pintura acrílica sobre compensado.
Dimensões 15 X 57 cm

Título: “Arlette”
Ano: 2023
Série: Retratos, recortes e memórias…
Técnica: Pintura acrílica sobre compensado.
Dimensões: 15 X 57 cm

Título: “Filha de Yemanjá”
Ano: 2024
Série Retratos, recortes e memórias…
Técnica Pintura acrílica sobre tela.
Dimensões: 20 X 40 cm

Título: “Filha de Nanã”
Ano: 2024
Série Retratos, recortes e memórias…
Técnica Pintura acrílica sobre tela.
Dimensões: 20 X 40 cm

Dialogando com meus trabalhos maiores da série “retratos, recortes e memórias…”
resolvi pintar super closes de retratos com recortes e ângulos inusitados, aproximando a imagem o máximo possível até o ponto que permitisse a identificação das personas. O resultado do primeiro retrato me surpreendeu muito! Realmente sugere o “recorte” de uma grande pintura enquadrado num pequeno quadro! No entanto, a obra acontece. A pintura resgata do recorte o seu inteiro! Transforma e ressignifica a imagem somando qualidades intrínsecas da sua linguagem pictórica, como também, a possibilidade de novas narrativas e variações.

Título: “Filha de Oxum”
Ano: 2023
Série Retratos, recortes e memórias…
Técnica: Pintura acrílica sobre compensado.
Dimensões: 15 X 40 cm

(Obra já adquirida 📌)

Título: “Filho de Oxóssi”
Ano: 2023
Série Retratos, recortes e memórias…
Técnica: Pintura acrílica sobre compensado.
Dimensões: 15 X 40 cm

Título: “Filha de Yansã”
Ano: 2023
Série Retratos, recortes e memórias…
Técnica: Pintura acrílica sobre compensado.
Dimensões: 15 X 40 cm

Título: “Filha de Ogum”
Ano: 2023
Série Retratos, recortes e memórias…
Técnica: Pintura acrílica sobre compensado.
Dimensões: 15 X 40 cm

(Obra já adquirida 📌)

Título: “Filha de Exu”
Ano: 2024
Série: Retratos, recortes e memórias…
Técnica: Pintura acrílica sobre tela.
Dimensões 20 X 40 cm

Título: “Filha de Oxalá”
Ano: 2024
Série: Retratos, recortes e memórias…
Técnica: Pintura acrílica sobre tela.
Dimensões 20 X 40 cm

Título: “Filha de Oxumaré”
Ano: 2024
Série: Retratos, recortes e memórias…
Técnica: Pintura acrílica sobre tela.
Dimensões 20 X 40 cm

Título: “Filha de Ewá”
Ano: 2024
Série: Retratos, recortes e memórias…
Técnica: Pintura acrílica sobre tela.
Dimensões 20 X 40 cm

O Dragão e a Barca chinesa na costa da invasão portuguesa

O vendedor ambulante de brinquedos é um personagem que mangueia todos dias nas nossas praias vendendo bóias, pranchas, bolas, baldinhos e “macarrões” pra garotada aproveitar o mar morno e sereno do sul da Bahia.
Simpático e incansável caminha suavemente pegando as ondas que quebram na areia.
E sua figura fica invisível nas sombras dos brinquedos coloridos.
É fascinante ver essa mistura de cores, formas e texturas flutuando entre as águas e areias formando esses seres mutantes que, numa provocação história, apelidei de “O Dragão e a Barca chinesa na costa da invasão portuguesa”
Ao pintar procurei dar às cores o protagonismo do quadro. Deixei que elas, com suas texturas e tons, modelassem as formas dos brinquedos e a paisagem.

Título: O Dragão e a Barca chinesa na costa da invasão portuguesa
Ano: 2023
Técnica: Pintura acrílica sobre tela
Dimensões: 75 X 95 cm

(Quadro disponível para aquisição) 

"POSE"

pose: substantivo feminino
posição do corpo; atitude, postura.

A imagem iluminada da atriz Marilyn Monroe, num vestido brilhante envolvendo seu corpo como uma pele translúcida; sozinha no palco diante de uma plateia na escuridão, sussurrando um irônico parabéns pro seu presidente, é icônica!
Resume toda sua trajetória controversa de Diva Pop… Linda, brilhante, poderosa e terrivelmente sozinha.

Sentimentos semelhantes tive ao conhecer as histórias das protagonistas da série Pose: lindas, brilhantes mas constantemente sozinhas.

São TODAS mulheres trans que encararam personagens que se assemelham muito com sua própria realidade fora das telas.

Envolvente, marcante, notável e informativa. A trama é predominantemente pautada na cena underground LGBTQIAPN+.
Nas suas comunidades que formavam verdadeiras famílias, onde as “Mães” acolhiam, educavam e preparavam seus filhos e filhas para as competições que consistiam em apresentações em discotecas, muitas vezes feitas por drag queens, de diferentes tipos e objetivos.

Pose aborda temas sociopolíticos importantíssimos, como o boom do vírus HIV, a pressão social de se adequar a uma estética considerada feminina e a marginalização de transexuais, que experienciavam transfobia dentro da própria comunidade gay. A série também aborda a sexualidade e as cirurgias de reafirmação de gêneros, trazendo sentimentos e informações que ampliam nossa consciência.

Indya Moore, atriz trans, que interpretou a mais linda competidora dos bailes da série “Pose”, reviveu como Angel as emoções da sua vida pessoal. Como sua personagem, ela é uma das modelos trans mais famosas do grande mundo fashion, estampando com seu brilho único nas capas das revistas Vogue e Elle.

trans-formar:
verbo trans-itivo direto e pro-nominal
fazer tomar ou tomar nova feição ou caráter; alterar(-se), modificar(-se).
bi-trans-itivo e pro-nominal
fazer passar ou passar de um estado ou condição a outro; converter(-se), transfigurar(-se).

E, muito obrigado pelo seu Olhar…

Carrinho de compras